Sala VIP
A Sala VIP é um espaço multifuncional, dedicado essencialmente a atuações de pequenos grupos, instalações artísticas ou cerimónias. Nesta sala, Rem Koolhaas prestou homenagem aos azulejos portugueses, uma arte que também aprendeu nos Países Baixos. Cada um dos seus painéis reproduz originais instalados em diferentes espaços museológicos em Portugal e na Holanda. Este espaço foi concebido com o objetivo de criar uma sala de apresentação, um cartão de visita da Casa da Música. Esta sala é utilizada sobretudo para pequenos eventos, tais como conferências de imprensa, receções, cocktails ou ainda apresentações de obras discográficas.
Inicialmente, este espaço foi concebido para criar uma ponte entre as culturas portuguesa e neerlandesa.
Com efeito, no início do século XVI, os neerlandeses, sobretudo na região de Delft, foram particularmente influenciados pelos ceramistas, pintores e oleiros que fugiam da Inquisição, que acabou por ser instituída em Portugal em 1536. Isto deixou uma marca indelével na cerâmica de ambos os países, que acompanhou o desenvolvimento desta arte de forma paralela até meados do século XVII.
Aliás, para prestar homenagem às duas culturas, cerca de metade dos painéis (em termos de superfície) são cópias de painéis portugueses e a outra metade, de painéis neerlandeses.
A tonalidade dos azulejos é o azul claro de Delft, também conhecido como «Light Blue de Delft».
Os azulejos foram pintados na fábrica Viúva Lamego, uma das fábricas de cerâmica mais tradicionais de Portugal. O coordenador do grupo de pintores destes painéis, Fernando Humberto, deixou a sua assinatura escondida na relva, no painel português que relembra a batalha da Conquista de Ceuta, onde aparece o Príncipe Henrique.
No painel holandês «Refeição no Terraço», de Willem Van der Kloet, há um azulejo (na base do prato) que está colocado ao contrário, aludindo à seguinte teoria: a perfeição está em Deus, pelo que o trabalho dos homens não pode ser perfeito.
Esta sala oferece uma vista panorâmica da cidade do Porto, desde a flecha da Torre dos Clérigos até ao Oceano Atlântico, revelando as diferentes fases da evolução urbana do Porto.
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