Victor Pereira

Victor Pereira

Clarinete

Victor Pereira é um dos clarinetistas portugueses mais destacados da sua geração, com uma carreira marcada por uma profunda dedicação e compromisso contínuo com a promoção e interpretação da música contemporânea portuguesa, consolidando a sua posição como um dos principais clarinetistas do país. Conhecido pela sua versatilidade, é solista do Remix Ensemble Casa da Música desde 2000, com o qual se apresentou nas mais prestigiadas salas europeias e gravou mais de duas dezenas de discos, interpretando obras de compositores como Emmanuel Nunes, António Pinho Vargas e Miguel Azguime, entre muitos outros.

Iniciou os seus estudos na Academia de Música de Castelo de Paiva e concluiu a licenciatura na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto), sob a orientação de António Saiote, tendo recebido o Prémio Fundação Eng.º António de Almeida. Obteve posteriormente o grau de mestre em Performance Musical pela Universidade de Aveiro, onde estudou com Alain Damiens.

Laureado em diversos concursos nacionais e internacionais, Victor Pereira apresentou-se como solista em obras de Mozart, Weber, Carter, Boulez, Kyburz, Navarro, Aperghis e Corigliano, e colaborou com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Filarmonia das Beiras e Orquestra Sinfónica da Galiza.

O seu primeiro trabalho a solo, MO(VI)MENTOS, reflete momentos significativos da sua carreira, apresentando obras de compositores como Alexandre Delgado, António Pinho Vargas, Daniel Moreira, Jorge Prendas, Luís Carvalho, Nuno Peixoto Pinho e Paulo Jorge Ferreira. Fundador do duo 2RV com o clarinetista Ricardo Alves, lançou o álbum METAL. Fruto da duradoura colaboração com o pianista Vítor Pinho, gravou o disco INVENÇÕES, dedicado a obras de compositores portugueses contemporâneos, incluindo Luís Tinoco, Luís Carvalho, Telmo Marques, Ana Ataíde Magalhães e Hugo Vasco Reis.

Dedica-se também à pedagogia, sendo professor na Escola Profissional de Música de Espinho e na Academia de Música de Castelo de Paiva. Exerceu funções docentes no Instituto Piaget e na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo – ESMAE. Atualmente, é coordenador artístico da Academia Ibero-Americana do Clarinete, evento anual realizado em Castelo de Paiva que atrai destacados clarinetistas do mundo ibero-americano.

Paralelamente, dedica-se também à direção. Foi maestro e diretor artístico da Banda Marcial de Bairros, funções que atualmente desempenha na Banda Marcial de Tarouquela e Municipal de Cinfães.

2025

Victor Pereira
Victor Pereira

Stephanie Wagner

Stephanie Wagner

Flauta

A flautista luso-alemã Stephanie Wagner é, desde 2004, solista do Remix Ensemble Casa da Música. Tocou estreias mundiais de mais de 50 compositores internacionais em salas como a Elbphilharmonie de Hamburgo, o Konzertverein em Vienna e a Tonhalle em Zurique. Apresentou-se como solista em obras como …explosante, fixe… e Mémorial de P. Boulez, Abyss de F. Donatoni e Tempi concertati de L. Berio. Em 2021, tocou na primeira audição nacional da obra Daedalus de Francesconi na Casa da Música.

Stephanie Wagner estudou no New England Conservatory em Boston (EUA), e na Hochschule für Musik und Theater München (Alemanha). Trabalhou em orquestras como a London Symphony Orchestra, a Boston Philharmonic Orchestra, o Ensemble Recherche e nas Sinfónicas de Nuremberga e Munique. Gravou para o Bayerischer Rundfunk, a WGBH e os estúdios MODE Records (Nova Iorque). Foi bolseira da Villa Musica entre 1999 e 2003.

Em 2013, fundou a Academia de Flauta de Verão e o Ensemble Éolia. Lecionou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) no Porto, na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco, na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e na Universidade de Aveiro. Orienta masterclasses na Alemanha e em Portugal. É convidada regularmente para integrar júris de concursos nacionais e internacionais. Em 2015, foi-lhe atribuído o Título de Especialista com louvor por unanimidade do júri na ESMAE do Porto. É “Powell Artist” e toca as flautas grandes de Eva Kingma, Holanda.

Stephanie Wagner é, desde 2018, professora certificada de Relaxamento Muscular Progressivo. Orienta cursos de introdução e dá aulas individuais e em grupo deste método de relaxamento, aplicando-o também no seu ensino da flauta.

2025

Stephanie Wagner
Stephanie Wagner

António Augusto Aguiar

António Augusto Aguiar

Contrabaixo

António Augusto Aguiar desenvolveu o estudo do contrabaixo com o seu irmão Adriano Aguiar e, mais tarde, com Jean-Marc Faucher no Conservatório de Música do Porto. Após a sua formação na ESMAE com Florian Pertzborn, concluiu com distinção o mestrado em Performance na Royal Academy of Music, em 2000, com Duncan Mctier. Em Londres, foi premiado com o Major Prize “Special Foundation Award”, obteve o diploma “Licenciate – Double Bass teacher” e venceu o concurso “Manlio & Selma Di Veroli Double Bass Prize” (1999). Solista do grupo de música contemporânea Remix Ensemble desde a sua fundação, em 2000, gravou mais de duas dezenas de CD dedicados à música contemporânea.

Desde 1992, desenvolve uma sólida atividade na área do jazz. Durante cinco anos, foi contrabaixista da Orquestra Jazz de Matosinhos. Participou nos CD A Lenda de Carlos Azevedo, Encomenda do Quinteto de Mário Santos, Narsad Suite de Luís Lapa, Ad Libitum para contrabaixo solo, Raku de Hugo Danin Trio, Tu não Danças de Rui Teixeira, Nuvem do quarteto A4 de Mário Santos, Estereograma com os Ploo de Paulo Costa e Liturgy of Birds com Daniel Bernardes.

António Augusto Aguiar concluiu o doutoramento em Música na Universidade de Aveiro, em 2012, com o tema Forma e Memória na Improvisação.

Foi presidente da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) entre 2014 e 2022.

2023

António Augusto Aguiar
António Augusto Aguiar

Filipe Quaresma

Filipe Quaresma

Violoncelo

Filipe Quaresma, descrito como “um dos mais interessantes músicos portugueses” (jornal Público) e elogiado pela sua “forma precisa e soberbamente articulada de tocar, cheia de paixão e bastante contemplativa” (The Strad Magazine), equilibra a sua intensa atividade a solo e na música de câmara com a docência na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo no Porto. É membro da Orquestra Barroca Casa da Música, do Darcos Ensemble, do Sond’Ar-te Electric Ensemble e da Orchestre Révolutionnaire et Romantique, além de ser principal violoncelo convidado do Remix Ensemble Casa da Música. Em 2023 criou o BEYRA Laboratório Artístico — Ensemble Orquestral da Beira Interior, do qual é diretor artístico.

A sua formação inclui estudos com Rogério Peixinho na EPABI, David Strange e Mats Lidström na Royal Academy of Music, bem como Natalia Gutman na Scuola di Musica di Fiesole (Itália). Detentor do prestigiado título ARAM (Associate Royal Academy of Music), foi distinguido com diversos prémios e bolsas de prestígio nacional e internacional.

Apresentou-se em algumas das mais importantes salas e festivais de Portugal, da Europa e dos Estados Unidos da América, onde colabora regularmente com prestigiados músicos. Enquanto solista, tocou com diversas orquestras nacionais e internacionais, destacando-se a estreia, em 2017, do Concerto para violoncelo e orquestra de Luís Tinoco, obra a si dedicada, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa sob direção de Pedro Neves. Esta interpretação foi posteriormente lançada ao vivo pela Odradek Records no álbum The Blue Voice of the Water. Estreou ainda Circumnavigare (2019) de António Chagas Rosa, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e Pedro Amaral, e o Triplo Concerto (2020) de Miguel Azguime, no CCB, com o Sond’Ar-Te Electric Ensemble e a Camerata Alma Mater sob direção de Pedro Neves.

O seu percurso é marcado pela estreia de inúmeras obras de compositores nacionais e Internacionais, nos mais variados contextos e formações. Em Portuguese Music for Solo Cello, fez a primeira gravação de obras para violoncelo solo de Carlos Azevedo, Miguel Azguime, Nuno Côrte-Real e Ricardo Ribeiro. A sua colaboração com Luís Tinoco estendeu-se ao álbum Aleppo and Other Silences (Artway Next, 2022), onde interpreta Prolonging para violoncelo solo, além de outras obras de câmara do compositor.

Como diretor artístico do BEYRA Laboratório Artístico, Filipe Quaresma tem um papel ativo no apoio a jovens músicos emergentes, assim como no apoio à criação e difusão de repertório contemporâneo. No âmbito deste projeto, realizou a estreia da obra a si dedicada Short Term Memory, de Carlos Azevedo, e do Concerto para violoncelo n.º 2 de Luís Tinoco, reforçando o compromisso do BEYRA com a inovação musical e o futuro da música erudita em Portugal.

A sua discografia, entre muitos outros títulos, inclui Sonatas para violoncelo e piano (Artway Records, 2017) e Beethoven Cello Sonatas & Variations (Artway Records, 2021) com o pianista António Rosado, e Bach Cello Suites (Artway Next, 2023). Os discos com Beethoven e Bach foram gravados com o violoncelo Montagnana “Suggia”, gentilmente cedido pela Câmara Municipal do Porto.

Compromissos futuros incluem concertos com a Constellation Orchestra de Sir John Elliot Gardiner, a estreia portuguesa de The Protecting Veil de John Tavener (no Festival À Corda) e a estreia de uma nova obra de Vasco Mendonça (com o acordeonista João

Barradas e o Ensemble Orquestral da Beira Interior sob a direção de Peter Rundel). Em 2025, dará início a um novo ciclo de concertos com a sua curadoria, o Ciclo Suggia, onde destacados violoncelistas realizarão no Porto recitais com o violoncelo Montagnana “Suggia”, com o apoio da Direção Geral das Artes e da Câmara Municipal do Porto.

Filipe Quaresma toca com um violoncelo de Christian Bayon, um violoncelo de John Betts (final do século XVIII) e um violoncelo de António Capela.

2025

Filipe Quaresma
Filipe Quaresma

Oliver Parr

Oliver Parr

Violoncelo

Natural do Reino Unido, Oliver Parr estudou no Royal Northern College of Music com Eduardo Vassalo, em Paris com Aldulesco e na Escola Superior de Música de Detmold com Karine Georgian. É violoncelista do Remix Ensemble desde a criação do grupo e tem-se apresentado com a Holland Synfonia, a Sinfonietta de Amesterdão e a English Touring Opera. Colaborou com os Ensembles Asko e Schoenberg, as Orquestras Sinfónicas da Cidade de Birmingham e da Holanda, bem como com a Orquestra Filarmónica de Londres.

Oliver Parr
Oliver Parr

Trevor McTait

Trevor McTait

Viola

Nascido em Hertfordshire, Inglaterra, Trevor McTait estudou violino no departamento júnior da Royal Academy of Music (RAM), Londres, até aos 18 anos, altura em que passou a dedicar-se à viola d’arco. Depois de obter um mestrado da Universidade de Cambridge, regressou à RAM com uma bolsa de estudo A.C. Daniell. Orientado por Martin Outram, do Maggini String Quartet, obteve o DipRAM com distinção e ganhou o prémio Moir Carnegie de Excelência no recital final. Durante este período estudou também com grandes violetistas como Rivka Golani, Paul Silverthorne, Jerzy Kozmala, Atar Arad e John White, e música de câmara com, entre outros, Sigmund Nissel (Amadeus Quartet), Sandor Devich (Bartók Quartet – Dartington International Summer School), Sir Colin Davis e com os quartetos Maggini, Endellion, Skampa, Brodsky e Alberni. Entre 1998 e 2000, foi solista A da Orquestra de Jovens da União Europeia, dirigida então por Vladimir Ashkenazy e Bernard Haitink.

De 1999 a 2008, trabalhou frequentemente como músico convidado na Orquestra Sinfónica da BBC, participando nos Proms, e enquanto violetista no Archinto String Quartet. Tocou também com a Filarmónica e a Sinfónica de Londres, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, MusikFabrik (Colónia), Chroma (ensemble de música de câmara contemporânea de Londres), National Symphony Orchestra (Londres) e New London Soloists (St. Martin-in-the-Fields). Subiu ao palco ao lado de maestros como Semyon Bychkov, Jukka-Pekka Saraste, Jiri Belohlavik, Sir Colin Davies e Leonard Slatkin, entre outros, em salas como o Royal Albert Hall, Carnegie Hall em Nova Iorque, Symphony Hall em Washington, Philharmonie de Berlim e Esplanade Theatre de Singapura. Participou em diversas edições fonográficas como intérprete: Ius Lucis de Valerio Sannicandro (MusikFabrik, Colonia 2010); Sinfonia n.o 7 de Mahler e Uma Sinfonia Alpina de Strauss (OJUE 1998/99); The Musical Landscape (Solistas da RAM, 1999) e em diversas gravações com o Remix Ensemble (incluindo o registo premiado de Philomela de James Dillon), a Orquestra Barroca Casa da Música e a Orquestra Sinfónica da BBC, Londres, com destaque para a gravação de A Noiva Vendida de Smetana.

É viola principal do Remix Ensemble e da Orquestra Barroca Casa da Música, e professor de música de câmara na Escola Profissional de Música de Espinho, onde também lidera grupos de cordas que acompanham músicos convidados como Mick Harvey, China Moses, Kevin Morby e Mark Eitzel. Trabalhou recentemente com o MusikFabrik (Colónia), Basel Sinfonietta e várias orquestras e grupos de música de câmara em Portugal. Foi chefe de naipe da Orquestra Clássica do Centro e da Orquestra da Costa Atlântica. Entre as parcerias com músicos portugueses, nota para César Mourão, S. Pedro, Miguel Araújo, Diogo Piçarra e Mão Morta. Em 2024 e 2025 colaborou com Hugo Vasco Reis no projeto Sonic Figures para viola solo e eletrónica, um projeto apoiado pelo Ministério da Cultura de Portugal, com apresentações em Lisboa, Porto e Guarda.

2025

Trevor McTait
Trevor McTait

Ashot Sarkissjan

Ashot Sarkissjan

Violino

Nascido na Arménia, o violinista Ashot Sarkissjan tem marcado presença nos palcos da nova música desde 2002, ano em que se juntou ao Ensemble intercontemporain. Foi nesta formação que teve contacto próximo com compositores como Pierre Boulez, György Kurtág e Brian Ferneyhough. Ao integrar o Arditti Quartet, em 2005, passou a trabalhar com os mais destacados compositores contemporâneos e participou numa discografia que inclui as integrais dos quartetos de cordas de Helmut Lachenmann, Jonathan Harvey, Pascal Dusapin, Harrison Birtwistle e Brian Ferneyhough.

Das suas apresentações a solo, destacam-se os concertos de Kurt Weill (com o Ensemble intercontemporain), György Ligeti (com a Stavanger Sinfoniorkester) e James Dillon (com a Orquestra Sinfónica da Rádio Finlandesa), bem como, mais recentemente, B-Partita de Philippe Manoury e Le stagioni artificiali de Salvatore Sciarrino com o Remix Ensemble Casa da Música.

Entre as obras escritas para Ashot Sarkissjan estão Giacometti’s Razor para violino solo de Steven Daverson (2014), Socialist Fucking Realism para violino e coro falado de Philip Venables (2013), cleft para violino e violoncelo de Mark Barden (2017), [super[P|PE(s)] para violino e ensemble de Andrzej Kwieciński (2017), The Su SongStar Map para violino solo de Liza Lim (2018) e No Exit para violino solo num monitor de videovigilância e altifalantes ocultos de Joshua Fineberg (2023). O seu interesse paralelo pelas formas musicais menos académicas levou-o à participação nos álbuns TheMarriage of True Minds (2013) e The Consuming Flame: Open Exercises in GroupForm (2020), do grupo de música eletrónica Matmos.

Ashot Sarkissjan vive no Porto desde 2018 e integra o Remix Ensemble Casa da Música desde 2022. Toca num violino de 2002, construído por Stephan von Baehr.

Ashot Sarkissjan
Ashot Sarkissjan

Angel Gimeno

Angel Gimeno

Violino

Angel Gimeno nasceu na Venezuela. É diplomado pelo Conservatório Nacional Superior de Música de Paris (primeiro prémio na classe de Michele Auclair) e pós-graduado pelo Conservatório Tchaikovski de Moscovo na classe de Evguenya Tchugaeva. Além do seu trabalho com o Remix Ensemble, Angel Gimeno está à frente do Nieuw Ensemble de Amesterdão. Nesse âmbito, estudou diretamente com Berio, Emmanuel Nunes, Boulez, Ferneyhough, Harvey, Donatoni e Luis de Pablo.

Angel Gimeno
Angel Gimeno

Ilaria Vivan

Ilaria Vivan

Solista A

Ilaria Vivan começou o estudo da harpa aos nove anos de idade, no Conservatório da sua cidade natal, Trieste (Itália). Concluiu a Licenciatura no ano de 1994 e em seguida continuou os estudos na Academia Nazionale di Santa Cecília em Roma (triénio de aperfeiçoamento em harpa) e na Escola de Música de Fiesole (orquestra e música da câmara), em Florença. Acabou sempre com notas máximas. Aperfeiçoou-se também com Fabrice Pierre (Florença, Portogruaro).

Tocou em várias orquestras em Itália e no estrangeiro, apresentando-se em concerto também como solista e em agrupamentos de câmara.

É membro da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música desde 2000, como Harpa Solista. Em Portugal, colaborou e colabora com orquestras e grupos dedicados à música contemporânea (Orquestra da Fundação Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Ensemble, OrchestrUtopica).

Atualmente é docente de harpa na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), no Porto.

2020

Ilaria Vivan
Ilaria Vivan

Paulo Oliveira

Paulo Oliveira

Solista B

Paulo Oliveira iniciou os estudos musicais em Pedroso, V. N. de Gaia. Em 1989 ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho, onde frequentou o Curso de Percussão sob orientação de Carlos Voss, Elizabeth Davies e Miguel Bernat. Em 1999 concluiu a licenciatura em Percussão na ESMAE/IPP, sob orientação de Miguel Bernat. Frequentou o Rotterdam Conservatorium (Holanda), onde trabalhou com Robert van Sice, Miguel Bernat e Emanuel Séjourné. Em 2004 concluiu o Mestrado em Música-Percussão na Universidade de Aveiro, realizando a sua dissertação sobre o tema: “O Ensino da Percussão nos Conservatórios Públicos em Portugal: Análise Crítica”.

Frequentou estágios de Percussão com S. Fink, Graham Jones, M. Ramada, Ian Pustjens, Emanuel Séjourné, G. Octors, Kroumata Ensemble, Steven Schick, entre outros. Assistiu ainda a masterclasses de Keiko Abe, Glen Velez, Robyn Schulkowsky, Sylvio Gualda, Evelyn Glennie, Bob Becker e Leigh Howard Stevens.

Colaborou, como percussionista convidado, em vários concertos com a Orquestra Clássica do Porto, Orquestra do Porto – Régie Sinfonia, Orquestra de Câmara da Escola Profissional de Música de Espinho, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra de Câmara Musicare, Sinfonieta – Orquestra Inter-Escolar do Norte, Solistas do Porto, Orquestra de Câmara de Pedroso, Oficina Musical, Brandon Hill Chamber Orchester – Bristol (Inglaterra), Orquestra Gulbenkian e Orquestra Nacional do Porto.

É membro fundador do Drumming – Grupo de Percussão, integrando este agrupamento participou em inúmeros concertos e recitais em Portugal, Espanha, França e Brasil, assumindo, entre 2004 e 2011, o cargo de Diretor Administrativo. Executou várias obras em 1ª audição nacional e em 1ª apresentação absoluta dos compositores Juan Pablo Hellin, Jean-François Lézé e Eugénio Amorim.

Foi Timpaneiro-Percussionista da Orquestra do Norte entre 1993 e 1996, conferente no 1º Festival Internacional de Percussão – Vila Real, Portugal e colaborou também em vários júris nacionais de concursos de percussão. Lecionou no Conservatório de Música de Coimbra e Escola Profissional de Música de Espinho. Integrou a Orquestra Nacional do Porto em 2000 e atualmente é percussionista da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e professor no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian.

2013

Paulo Oliveira
Paulo Oliveira

Nuno Simões

Nuno Simões

Solista B

Nuno Simões iniciou os estudos musicais no Conservatório Calouste Gulbenkian em Aveiro, passando pela Escola Profissional de Música de Espinho (EPME) e pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), onde concluiu a Licenciatura em 2009. Foi laureado em diversos concursos, com destaque para: 1.º Prémio na 24.ª edição do Prémio Jovens Músicos (categoria percussão — nível superior); 2.º Prémio na 26.ª edição do Prémio Jovens Músicos (categoria música de câmara — nível superior); 2.º Prémio no III Concurso Internacional de Música de Câmara de Alcobaça “CIMCA” (categoria sénior).

Enquanto solista destacam-se as apresentações com a Orquestra Gulbenkian, a Banda Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Clássica de Espinho e a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. No domínio da música de câmara, tocou a Sonata para dois pianos e percussão de Béla Bartók com os pianistas Pierre-Laurent Aimard e Tamara Stefanovich e o percussionista Daniel Ciampolini. Ainda neste domínio, colabora com o Drumming GP, tendo participado na gravação dos CD Pocket Paradise e MARES. É fundador do Pulsat Percussion Group e do duo.pt, dois projetos de música contemporânea, no âmbito dos quais foram escritas e estreadas diversas obras de compositores portugueses.

Nuno Simões é professor de percussão na Escola Profissional de Música de Espinho. Desde 2011, é solista do naipe de percussão da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

2020

Nuno Simões
Nuno Simões

Bruno Costa

Bruno Costa

Solista A

Bruno Costa nasceu em Aveiro, em 1984. Em 1999, entra na Escola Profissional de Música de Espinho, e é na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto que conclui a licenciatura sob a orientação de Manuel Campos e Miquel Bernat, com classificação máxima no recital final. Em 2016, conclui a profissionalização em serviço na Universidade Aberta. Participou em masterclasses de percussão com: Angel Omar Frette, Benoit Cambreling, Denis Riedinger, Dirk Wucherpfennig, George Ellie Octors, Olivier Pelegri, Philippe Spiesser, Rainer Seegers, entre outros.

Como músico convidado, apresentou-se com diversas formações em Portugal e no estrangeiro. Orientou seminários de percussão em Portugal e Espanha, e integrou o júri dos concursos internacionais de percussão da Beira Interior e de Gondomar. Como membro do Drumming GP, orientado pelo percussionista Miquel Bernat, apresentou-se em variadas salas de espectáculo, participando na estreia de obras de compositores de diversas nacionalidades. É membro fundador do Clap Duo, com a clarinetista Cândida Oliveira, e também membro fundador do duo Surreal com o trombonista Nuno Martins. Em 2016, estreou em Portugal o Concerto para trompete, percussão, gira-discos e orquestra de Gabriel Prokofiev, sob a direcção do maestro Rosen Milanov, com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

Lecionou em diversas academias e conservatórios. Atualmente leciona na Academia de Música de Castelo de Paiva e na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART). É solista do naipe de percussão da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música desde 2005.

2022

Bruno Costa
Bruno Costa